Produções Externas

PRODUÇÕES ACADÊMICAS

TESE DE DOUTORADO: QUILOMBOLAS NA PÓS-GRADUAÇÃO CONSTRUINDO ÉBGÉS DE RESISTÊNCIA - DESLOCAMENTOS PESSOAIS, COLETIVOS, POLÍTICO PEDAGÓGICOS E PLURIEPISTÊMICOS NO ENSINO SUPERIOR


ANDREIA ROSALINA SILVA 

(UFSC - 2022)


RESUMO

A presença de quilombolas na pós-graduação brasileira, a partir da adoção da política de ação afirmativa e das cotas raciais, vem ressignificando o conhecimento acadêmico, impelindo novas perspectivas pedagógicas e teóricas, sobretudo em virtude de sua inserção e atuação nas comunidades, em projetos e grupos de pesquisas dentro das universidades, articulando conhecimentos científicos sistematizados com seus saberes tradicionais. Buscando significar essa ação ligada às práticas de apoderamento da escrita, dos processos de construção dos conhecimentos e das identidades, esta tese tem como objetivo – tomando para análise o contexto de quatro universidades públicas brasileiras (quais sejam: Universidade de Brasília, Universidade Federal de Goiás, Universidade Federal do Recôncavo Baiano e Universidade Federal da Bahia) – avaliar o impacto do acesso à pós-graduação de quilombolas em função das cotas, analisando suas transformações pessoais, na sua comunidade e dentro da academia (institucionais). Nosso estudo parte de uma leitura histórica-socio-antropológica acerca da luta das comunidades afro-brasileiras no Brasil, em busca do acesso à educação, no contexto da Constituição de 1988, do Estatuto da Igualdade Racial, do Decreto 4.887/2003, do Artigo 68 do ADCT, do Parecer CNE/CEB 16/2012 e da Resolução 08/2012 do Conselho Nacional de Educação (CNE) até a portaria normativa do MEC nº 13, de maio de 2016, tendo como hipótese que tais sujeitos, quando inseridos no ensino superior, na pós-graduação, reformulam o processo educacional formal, descolonizam os currículos e trazem visibilidade às suas vivências e práticas pedagógicas. 


Palavras-chave: Quilombolas; Educação Superior; Pós-graduação; Ações Afirmativas.


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TESE DE DOUTORADO - COMUNIDADES QUILOMBOLAS DO PORTAL DO SERTÃO DA BAHIA: DIREITO, TERRITÓRIO E IDENTIDADE


Jucélia Bispo dos Santos

(UFS - 2014)


RESUMO

Essa pesquisa analisa situações de reconhecimento de comunidades quilombolas no território do Portal do Sertão da Bahia a partir da efetivação do Artigo 68 da Constituição Federal e do Decreto nº 4887/2003, que reconhecem a identidade quilombola através do critério da autodeclaração. Depois da criação de novas políticas públicas para quilombolas, algumas comunidades negras do Portal do Sertão da Bahia buscaram o reconhecimento. Atualmente, existem oito comunidades quilombolas reconhecidas nessa região: Paus Altos e Gavião (Antônio Cardoso); Massaranduba, Tapera Melão, Olaria, Pedra Branca e Baixinha (Irará); Lagoa Grande (Feira de Santana); Bete II (São Gonçalo). A memória de quilombos foi estimulada a partir de 2008, visando à construção da autodeclaração da comunidade como quilombola. Foram criados grupos que se organizaram em torno das reuniões de associação de moradores e das pastorais católicas. Nesse momento, os artifícios da memória e dos discursos étnicos foram utilizados visando ao reconhecimento e, assim, articularam-se o governo local e os cidadãos da comunidade. Dessa forma, o discurso da etnia foi especificado como fonte de significado da identidade dentro de uma perspectiva de engajamento. Tais construções discursivas construíram novos códigos culturais a partir da matéria fornecida pela história e pelo engajamento político. Por meio do trabalho de campo realizado na comunidade de Olaria, Irará (BA), buscou-se abordar a releitura da experiência histórica de resistência pelas comunidades negras após a legislação estatal que lhes confere novos direitos. Desse modo, deu-se ênfase aos discursos que estão associados à concepção de saber/poder, que implicam na realização de novos projetos políticos. Na análise desses discursos é possível perceber manipulação de falas que se relacionam às concepções de justiça, direitos e narrativa de memórias quilombolas.


Palavras-chave: Quilombos. Direito. Identidade. Território.


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Programa de Pós Graduação em Educação e Diversidade da Universidade do Estado da Bahia, Campus IV, Jacobina


TERRITÓRIOS QUILOMBOLAS NO SEMIÁRIDO BRASILEIRO: DESTAQUE PARA COQUEIROS (MIRANGABA-BAHIA) 


Autor: Jesiâne Lopes da Silva

Orientador: Prof. Dra. Luzineide Dourado Carvalho



RESUMO

Este texto traz um mapeamento dos territórios quilombolas na região do Semiárido Brasileiro, tomando como referência a comunidade quilombola de Coqueiros (Mirangaba-Bahia), a fim de contribuir para a visibilidade desses grupos, que foram silenciados e negados historicamente. As reflexões apresentadas são resultados preliminares de pesquisa desenvolvida no Mestrado Profissional em Educação e Diversidade (MPED) e no Núcleo de Estudos, Pesquisa e Extensão em Educação Contextualizada com o Semiárido Brasileiro (NEPEC-SAB) da Universidade do Estado da Bahia, tendo como objetivo principal investigar a contribuição dos processos educativos produzidos pela Associação dos Pequenos Produtores Rurais de Coqueiros na construção da identidade territorial quilombola dos moradores, com o intuito de potencializar ações afirmativas e de fortalecimento dessa identidade. Para responder ao problema de pesquisa, nos apoiaremos na pesquisa etnográfica ancorada no método fenomenológico-hermenêutico e na abordagem qualitativa, tendo como dispositivos de construção de dados a observação participante, a entrevista semiestruturada e a análise documental e como técnica de análise de dados, a análise de conteúdos. Para a produção deste artigo realizamos busca de informações em sites oficiais sobre a questão quilombola no país e revisitamos estudos anteriores sobre a comunidade quilombola de Coqueiros. Os esforços realizados apontaram que a comunidade de Coqueiros, ganha evidência por sua localização geográfica, com grande relevância para a compreensão da formação dos quilombos e de seus modos de vida, bem como, das conquistas e dos entraves vividos pelas comunidades quilombolas no Brasil de hoje.


Palavras-chave: Comunidades quilombolas, Coqueiros (Mirangaba-BA), Identidades territoriais.


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REVISÃO DE LITERATURA: MEMÓRIAS, TERRITORIALIDADES E

IDENTIDADES ÉTNICAS DAS COMUNIDADES QUILOMBOLAS


Cristiane Dias da Silva Froes

Ana Angélica Leal Barbosa



RESUMO

Este artigo analisa estudos sobre comunidades quilombolas na Bahia entre 2017 e

2024,  abordando  a  territorialidade,  memória  e  identidade  étnica.  Focado  no

reconhecimento das terras quilombolas, busca entender como essas comunidades

utilizam  a  valorização  da  memória  e  da  identidade  para  afirmar  seus  direitos

territoriais.  A  pesquisa  integra  a  linha  de  Etnicidade,  Memória  e  Educação das

Relações  Étnicas  no  mestrado  em  Educação  e  Contemporaneidade (PPGREC).

Justifica-se    pela    urgência    do    reconhecimento    de     terras    quilombolas,

historicamente   invisibilizadas,   situação   destacada   pelo   censo   de   2022.   A

metodologia consiste numa revisão sistemática de dissertações, com seis trabalhos

selecionados.   Os   resultados   mostram   que,   apesar   de   a   Bahia   ter

a maior população   quilombola   do   Brasil,   persistem   as   desigualdades   e   os  

desafios territoriais. O estudo enfatiza a importância da memória coletiva, práticas culturais,

casamento de identidades endogâmicas e quilombolas, além de políticas públicas

e abordagens interdisciplinares para uma maior visibilidade destes espaços.


Palavras-chave: Territorialidade quilombola; Memória e Identidade étnica.


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CONDIÇÕES DE VIDA, SAÚDE E MORBIDADE DE

COMUNIDADES QUILOMBOLAS DO SEMIÁRIDO BAIANO, BRASIL


Roberta Lima Machado de Souza Araújo a

Edna Maria de Araújo b

Hilton Pereira da Silva c

Carlos Antônio de Souza Teles Santos d

Felipe Souza Nery e

Djanilson Barbosa dos Santos f

Betânia Lima Machado de Souza g


RESUMO

A exclusão social à qual as comunidades quilombolas estão expostas, em todo o território  brasileiro, tem favorecido sua vulnerabilidade socioeconômica, ambiental,  o que  se  traduz em  precárias  condições  de  vida  e  saúde.  Este  estudo  tem  como  objetivo analisar as condições de vida, saúde e morbidade referidas pelas comunidades quilombolas do semiárido baiano. Trata-se de um estudo transversal realizado nas comunidades quilombolas de Matinha dos Pretos e Lagoa Grande no município de Feira de Santana (BA), com indivíduos adultos (≥ 18 anos). Os dados foram coletados por meio da aplicação de três instrumentos e analisados utilizando-se o pacote estatístico Stata 14.0. Resultados: dos 864 entrevistados, 63,0% são do sexo feminino; 47,8%, casados, apresentando uma média de idade de 42,6 anos (IC 95%: 41,1 – 44,2), e de escolaridade, variando de 6 a 7 anos de estudo em média. A maioria realiza trabalhos informais, especialmente nas funções relacionadas à agricultura. Em relação à vulnerabilidade ambiental, é de se destacar que 99,5% das casas não possuem rede de esgoto. Observou-se que a maioria raramente procura os serviços de saúde. As doenças de maior prevalência foram: doenças da coluna, doenças parasitárias e hipertensão arterial. Os principais agravos relacionados à saúde mental foram: ansiedade (n = 231); transtornos mentais comuns (n = 159) e fobias (n = 107). Os resultados demonstraram que as comunidades quilombolas de Feira de Santana (BA) encontram-se vulnerabilizadas, condição que revela a necessidade  de  intervenções  sociais  e  de  saúde, com vistas à melhoria da condição de vida e saúde dos quilombolas.


Palavras-chave: Perfil epidemiológico; Condição   de   vida; Grupos   com   ancestrais do continente africano.

a


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a Mestra em Saúde Coletiva. Docente da Universidade Estadual de Feira de Santana. Feira de Santana, Bahia, Brasil. E-mail: robertamachado.psi@gmail.com 

b Doutora em Saúde Pública. Docente da Universidade Estadual de Feira de Santana. Feira de Santana, Bahia, Brasil. E-mail: ednakam@gmail.com 

c Doutor em Antropologia. Docente da Universidade Federal do Pará. Belém, Pará, Brasil. E-mail: hdasilva@ufpa.br 

d Doutor em Saúde Pública. Docente da Universidade Estadual de Feira de Santana. Feira de Santana, Bahia, Brasil. E-mail: carlosateles@yahoo.com.br 

e Doutor em Epidemiologia em Saúde Pública. Docente da Universidade Estadual de Feira de Santana. Feira de Santana, Bahia, Brasil. E-mail: enf.felipe.nery@gmail.com 

f Doutor em Saúde Pública. Docente da Universidade Estadual de Feira de Santana. Feira de Santana, Bahia, Brasil. E-mail: djanilsonb@gmail.com 

g Mestra   em   Planejamento   Territorial.   Docente   do   Instituto   Federal   Baiano.   Salvador,   Bahia,   Brasil.   E-mail: betaniauefs@gmail.com 

Endereço para correspondência: Universidade Estadual de Feira de Santana. Av. Transnordestina, s/n, Novo Horizonte. Feira de Santana, Bahia, Brasil. CEP: 44036-900. E-mail: rlmsaraujo@uefs.br


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BARULHO DO QUILOMBO NO SERTÃO: SABERES, FAZERES E ESPIRITUALIDADES TECIDAS NAS COSMOVISÕES ENTRELAÇADAS PELAS COMUNIDADES QUILOMBOLAS CARIACÁ E LAJEDO

Paula Odilon dos Santos
[1]

Universidade Federal da Bahia (UFBA)


RESUMO

Esse  artigo  emerge  do  material  etnográfico  produzido  no  primeiro  capítulo  de  minha  tese  de  doutorado  e  tem como  objetivo  focalizar  o  Barulho  do  Quilombo  no  Sertão;  movimento  político  e  pedagógico,  agenciado  pela ressurgência das comunidades quilombolas localizadas na porção do Piemonte Norte do Itapicuru e Piemonte da Diamantina. Esses grupos, ao reaparecerem, instrumentalizam suas etnicidades, apresentadas pela perspectiva da Negritude   Sertaneja,   que   subsiste   secularmente   e   se   ressignifica   em   seus   saberes,   dizeres,   práticas   e espiritualidades. O fluxo tecido nessas cosmovisões ancestrais produz saberes da resistência (s), manipulados de forma geracional e capazes de articular a “sabedoria do povo do mato”, “traçada” e entrelaçada nas comunidades Cariacá e Lajedo.

Palavras-chave: Barulho do Quilombo; Negritude Sertaneja; Cariacá; Lajedo.


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[1] Doutora  em  Estudos  Étnicos  e  Africanos  pela  Universidade  Federal  da  Bahia  (CEAO/UFBA), Mestra em Estudos Étnicos e Africanos (UFBA), Especialista em Psicopedagogia pela Universidade do Estado da Bahia – UNEB,  graduada  em  Pedagogia  pela  UNEB  e  professora  da  Educação  Básica  na  rede  municipal  da  cidade  de Ponto Novo-Ba. https://orcid.org/0000-0002-9645-1644 Endereço eletrônico: paulaodilon26@gmail.com 

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PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO LOCAL EM COMUNIDADES QUILOMBOLAS: OLHARES SOBRE LIBERDADE, INOVAÇÃO E ATITUDES


Paulo Eduardo Moruzzi Marques[1]

Andrea Yumi Sugishita Kanikadan[2]


RESUMO

Este  artigo  tem  como  área  temática  mais  geral  o  desenvolvimento  local,  focalizando  mais  especificamente o Programa Piloto de Proteção das Florestas Tropicais, e nele seu subprograma Projetos Demonstrativos, do Ministério do Meio Ambiente (PD/A-MMA), implementado em uma comunidade quilombola no município de Paraty (Rio de Janeiro). A análise baseou-se em dados obtidos por meio de realização de entrevistas e observação participante, a partir de um modelo de análise multidimensional para projetos de inovação em comunidades tradicionais, cujo eixo fundamental da abordagem analítica é a teoria do desenvolvimento como liberdade, de Amartya Sen, e as ideias da socioantropologia do desenvolvimento, de Olivier de Sardan.  Esses aportes possibilitaram refletir sobre a incorporação de inovações nas comunidades tradicionais e sobre o comportamento da população local diante de projetos de desenvolvimento.


Palavras-chave: Projeto de Desenvolvimento local; Comunidades Quilombolas; Desenvolvimento Como Liberdade; Socioantropologia do Desenvolvimento.


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[1] Professor do Programa de Pós-Graduação Interunidades em Ecologia Aplicada da Universidade de São Paulo. E-mail: pmarques@usp.br 

[2] Professora da Universidade Federal de Alagoas. E-mail: andrea.kanikadan@arapiraca.ufal.br 

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REPRESENTAÇÕES SOCIAIS SOBRE A EXTENSÃO RURAL NO CONTEXTO DA COMUNIDADE REMANESCENTE DO QUILOMBO NOVA JATOBÁ, CURAÇÁ-BA

Danilo Moreira dos Santos[1]

Nilton de Almeida Araújo[2]

Helder Ribeiro Freitas[3]


RESUMO

Este artigo, fruto da dissertação de mestrado, aborda Representações Sociais de quilombolas e extensionistas acerca da extensão rural e identidade étnica no contexto da Comunidade Remanescente de Quilombo Nova Jatobá, Curaçá-BA. Seguindo uma abordagem qualitativa, tendo como instrumentos a entrevista semiestruturada e a observação, e com base na Teoria das Representações Sociais e na Teoria da Análise de Discurso francesa, apreendem-se as representações de 13 participantes relacionados como usuários, praticantes e espectadores em um contexto de ações de desenvolvimento rural executadas por entidade não governamental. Demonstra-se, acerca dos quilombolas, como a cultura e a identidade influenciam suas representações da realidade. Nota-se uma polissemia nos discursos mobilizados, inclusive com a explicitação de sentidos convergentes entre os dois grupos, que buscam estabelecer primordialmente uma valoração positiva da identidade étnica, da Extensão Rural e da atuação extensionista, porém explicitando sentidos outros a partir do não dito que atravessa o dizível e mesmo dos contrastes presentes no discurso. Representações negativas também se relacionam à significação da realidade, como no caso da identidade quilombola, acerca da qual se explicita uma influência de princípios contrários à noção de “neutralidade racial” nos processos de interação, confrontantes com o próprio sentido de autoafirmação identitária.

Palavras-chave: Representações sociais; Extensão Rural; Comunidades Quilombolas; Identidade Étnica.


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[1] Bacharel  em  Ciências  Sociais  e  Mestre  em  Extensão  Rural  pela  Universidade  Federal  do  Vale  do  São  Francisco  (Univasf). E-mail: danilo-2010moreira@hotmail.com 

[2] Doutor  em  História  Social.  Professor  vinculado  ao  Programa  de  Pós-Graduação  em  Extensão  Rural  (PPGExR/Univasf). E-mail: nilton.almeida@univasf.edu.br 

[3] Doutor em Agronomia. Professor vinculado ao PPGExR/Univasf. E-mail: helder.freitas@univasf.edu.br

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GUIA RÁPIDO PARA JORNALISTAS: COMO COBRIR COMUNIDADES QUILOMBOLAS COM ÉTICA E RESPONSABILIDADE[1]

Giovana Mesquita[2]

Danilo Araújo[3]

Márcia Guena[4] 

Ana Rodrigues[5]

Universidade Federal de Pernambuco – UFPE 

Universidade Federal de Pernambuco – UFPE 

Universidade do Estado da Bahia – UNEB 

Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP 


RESUMO

O artigo apresenta diretrizes para uma cobertura jornalística ética das populações quilombolas, com base em pesquisa de doutorado na UFPE. A análise centrou-se no Jornal Nacional em 2023, diante de eventos como o Censo 2022 e o assassinato de Mãe Bernadete. Adotou-se abordagem qualitativa fundamentada na Teoria das Representações Sociais (Moscovici, 2009; Jodelet, 1989) e nos estudos sobre telejornalismo (Maciel, 1993; Motta, 2005; Silva, 2018), utilizando a análise de conteúdo de Bardin (2006). Os resultados indicaram superficialidade narrativa, ausência de contextualização histórica e pouca diversidade de fontes. A partir disso, elaborou-se um guia com princípios como escuta qualificada, reparação histórica e pluralidade narrativa, promovendo um jornalismo comprometido com justiça social e equidade racial.

Palavras-chave: Jornalismo; Quilombolas; Ética; Diversidade; Cobertura.


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[1] Trabalho apresentado no GP Comunicação Antirracista e Pensamento Afrodiaspórico, do 25º Encontro dos Grupos de Pesquisas em Comunicação,

evento componente do 48º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação. 

[2] Doutora em Comunicação, professora do Curso de Jornalismo Universidade Federal de Pernambuco – UFPE.

E-mail: giovana.mesquita@ufpe.br 

[3] Doutor pelo Programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade Federal de Pernambuco – UFPE.

E-mail: dbsadanilo@gmail.com 

[4] Doutora em Comunicação, professora do Curso de Jornalismo da Universidade do Estado da Bahia – UNEB.

E-mail: marciaguena@gmail.com 

[5] Mestra em Tecnologias da Inteligência e Design Digital da Universidade Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP.

E-mail: anarodrigues877@gmail.com

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A BAHIA NEGRA NÃO MOSTRADA NA TV: A INVISIBILIDADE DOS QUILOMBOLASNO TELEJORNAL BATV


RESUMO

O trabalho resulta de uma pesquisa ampla que analisa como a imagem dos quilombolas é construída por dois telejornais presentes na Bahia e no Maranhão. Para este artigo nos deteremos no BATV. Analisamos todas as edições jornalísticas de 2012 a 2019, disponíveis na Globoplay, para obter uma amostra representativa do telejornal que reflete mudanças sociais, políticas e culturais. Nossa abordagem teórico-metodológica une a Teoria das Representações Sociais e as Teorias do Jornalismo, dialogando com o framing effect ou o efeito de enquadramento, dentro da perspectiva de que as notícias produzem enquadramentos que definem e constroem a realidade (Tuchman,1978). No período, surgiram 17.686 conteúdos jornalísticos diversos, mas a temática quilombola foi tratada em apenas três ocasiões. Destacamos que as imagens dos quilombolas são criadas pelo telejornal com produções de estigmas e estereótipos.


Palavras-chave: Telejornalismo; Teoria das Representações Sociais; Jornalismo; Construção Social da Realidade; Quilombolas.


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O ESTADO DA ARTE DA LEGISLAÇÃO ESCOLAR QUILOMBOLA E DAS RELAÇÕESÉTNICO-RACIAIS NO BRASIL: UM OLHAR COMPARADO POR DENTRO DO RACISMOINSTITUCIONAL E DA TRANSGRESSÃO PARADIGMÁTICA

  • Uilson Viana de Souza


RESUMO

Este trabalho é fruto dos trabalhos de pesquisa em Educação Escolar Quilombola na trajetória do autor enquanto quilombola e pesquisador da temática. Busca discutir a Educação Escolar Quilombola enquanto um Direito Fundamental de estudantes quilombolas, dialogando com conceitos como quilombos, ancestralidade e identidade quilombola, sem perder de vista os aspectos e conceitos da dogmática jurídica, como Direito fundamental, Democracia, buscando relacioná-los com teóricos trabalhados na disciplina, bem como com a vivência e experiência do autor no campo da Educação Escolar Quilombola, a partir de outras produções  e pesquisas acadêmicas anteriormente desenvolvidas em sua carreira acadêmica e militante.


Palavras-chave: Educação Escolar Quilombola; Direito Fundamental; Constituição.


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DISSERTAÇÃO DE MESTRADO RACISMO INSTITUCIONAL E ESCOLARIZAÇÃO:EFEITOS NA TRAJETÓRIA ESCOLAR DE ALUNOS QUILOMBOLAS DAS COMUNIDADESQUILOMBOLAS DE CRISTINA E OLHO D'ÁGUA DE CAETITÉ – BAHIA


ROSÂNGELA ALVES DE AGUIAR


RESUMO

A presente pesquisa teve por objetivo analisar a trajetória escolar de 13 alunos, matriculados no 5º ano, na Escola Municipal Manoel Soares da Cruz, no ano de 2016, e que, a partir do 6º ano, passaram a estudar na Escola Municipal Deputado Luís Cabral, no ano de 2017, no distrito de Pajeú dos Ventos, município de Caetité – Bahia. A pesquisa analisou o papel da escola na formação e no fortalecimento da identidade afrodescendente e sua contribuição para a efetivação de um currículo que valorize a identidade negra. Para a discussão conceitual sobre o tema, recorremos a Munanga (1999), Cavalleiro (2000), Hall (2006), Ferreira (2000), Ribeiro (1991), entre outros autores. A pesquisa se colocou como qualitativa documental, pois analisou os documentos oficiais das escolas, como os Projetos Políticos Pedagógicos, calendários das escolas, atas finais, livros de matrículas, cadernetas e projetos das escolas. Os resultados mostraram uma extensa repetência escolar entre os alunos oriundos das comunidades quilombolas, revelando ainda que, com a reprovação, aumenta no estudante a descrença nos estudos e na sua capacidade de estudar, gerando abandono escolar e a busca por outras alternativas, como o trabalho, para suprir suas necessidades. Outra conclusão importante consistiu na necessidade de a escola contribuir nos cenários escolar e social, tornando crianças capazes de exercer seu direito de ser quem são, levando em consideração o reconhecimento e o respeito às diferenças, a fim de que os alunos tenham orgulho de sua identidade e sejam capazes de promoverem a autoafirmação, além de se reconhecerem negros, sem medo de reclusão ou preconceitos, mais ainda para a constituição de uma identidade positiva do aluno afrodescendente nesse espaço multirracial e diverso.


Palavras-chave: Repetência escolar, Educação Escolar Quilombola, Currículo.


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AÇÃO NA COMUNIDADE QUILOMBOLA ANGICAL DE CIMA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA

Gleice de Oliveira Miranda

Veronica Maria Neto Lopes


RESUMO

O relato descreve uma ação realizada por duas alunas do Programa de Doutorado em Agroecologia e Desenvolvimento Territorial (PPGADT) da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf). A mesma ocorreu no dia 12 de julho de 2025 na comunidade quilombola Angical de Cima, município de Acauã no Piauí. O objetivo da ação foi apresentar o 13º Congresso Brasileiro de Agroecologia (CBA) aos agricultores familiares da localidade e explicar como poderiam enviar relatos de experiência popular ao evento. Para a execução da proposta, as organizadoras propuseram uma atividade entre os participantes utilizando a ferramenta participativa matriz FOFA. O encontro proporcionou interações e reflexões sobre os aspectos positivos e negativos na comunidade. Além disso, teve como resultado principal o envio de três relatos populares pelos agricultores ao congresso e contribuiu para a agroecologia ao favorecer a participação de agricultores familiares de uma comunidade de povos tradicionais no 13º CBA.

Palavras-Chave: agroecologia, agricultura familiar, matriz FOFA, povos tradicionais.


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TRANSPOSIÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO: ANÁLISE DAS AÇÕES DO PROGRAMA BÁSICO

AMBIENTAL (PBA 17) E OS CONFLITOS AMBIENTAIS NA COMUNIDADE QUILOMBOLA DE

SANTANA, PERNAMBUCO


Charles Evandre Vieira Ferreira


RESUMO

Nas últimas décadas, o Brasil vem registrando diversos conflitos ambientais em decorrência da implantação de projetos de desenvolvimento como hidrelétricas, mineração, rodovias, ferrovias, usinas nucleares, entre outros. No Nordeste brasileiro, o projeto que mais atraiu olhares foi o Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF), sob responsabilidade do Governo Federal. O PISF compreende um total de 477 quilômetros de extensão, divididos em dois eixos (leste e norte) que passam pelos estados de Ceará, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. A promessa feita pelo Governo Federal é de que o projeto beneficie 12 milhões de pessoas em 390 municípios, por meio de sistemas de distribuição de água. Ao mesmo tempo em que o PISF tende a amparar diversas comunidades em razão da distribuição de água, também vem gerando diversos outros efeitos. Como forma de minimizar aqueles que são negativos, lançou-se o Programa de Desenvolvimento das Comunidades Quilombolas (PBA 17), cujo objetivo é promover o desenvolvimento das comunidades através de recursos para regularização fundiária, saneamento básico, educação, saúde etc. Diante desse cenário, este estudo analisa e busca compreender o Programa de Desenvolvimento das Comunidades Quilombolas e os conflitos ambientais em torno de sua efetivação na Comunidade Quilombola Santana, localizada no município de Salgueiro, no sertão pernambucano. A pesquisa apresenta abordagem qualitativa, com realização de entrevistas semiestruturadas, observações, diário de campo, análise documental, registros fotográficos e está estruturada pelas seguintes etapas: 1) Fase de aproximação do objeto; 2) Pesquisa de campo; 3) Sistematização e análise dos dados; 4) Redação final da dissertação e produto. Em linhas gerais, os principais resultados apontam que a maioria das ações propostas no PBA 17 não foram realmente implementadas na comunidade. Constatou-se, por meio da pesquisa, que não haviam sido implementadas as etapas propostas no PBA 17, como a rede de distribuição e abastecimento de água, as cisternas, os poços, as fossas sépticas, a melhoria das estradas de acesso da comunidade, a instalação de banheiros, escola, posto de saúde, além da não titulação definitiva do território quilombola. A partir dessa análise, evidencia-se que os principais conflitos emergentes na Comunidade Quilombola Santana se dão devido à inefetividade da distribuição d’água do Velho Chico, assim como da ineficácia das políticas e propostas do PBA 17.


Palavras-Chave: PBA 17; Água; Projeto de desenvolvimento; Território quilombola.


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SAMBA DE VÉIO DO RODEADOURO E A MATERIALIDADE DO PATRIMÔNIO QUILOMBOLA

NO VALE DO SÃO FRANCISCO


Drielly Fernandes Borges Nunes[1]

Ana Stela de Negreiros Oliveira[2]

Nívia Paula Dias de Assis[3]


RESUMO

Este artigo objetiva realizar reflexões sobre questões sociais, religiosas e do patrimônio cultural ligados à comunidade quilombola do Rodeadouro. Localizada na área rural da cidade de Juazeiro-BA, às margens do Rio São Francisco, o quilombo tem na cultura um grande marco para o seu desenvolvimento. Este estudo pretende analisar a relação dos moradores do Rodeadouro com o sagrado e o Samba de Véio. Estes, são fundamentais no entendimento da história do local, seja no âmbito religioso, estrutural ou cultural. A pesquisa se consolidará com o uso da metodologia da história oral e bibliográfica e análise de fontes como fotografias, jornais, vídeos, observação na comunidade e análise das práticas durante as apresentações do samba. Nesse sentido, o trabalho contribuirá para evidenciar as potencialidades históricas de sujeitos sociais invisibilizados nas narrativas oficiais, possibilitará novas formas de entendimento histórico sobre a cidade de Juazeiro-BA e ampliará as questões que envolvem o patrimônio cultural da região.


Palavras-Chave: Samba de Véio, Quilombo; Patrimônio Cultural.


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[1] Mestranda em Arqueologia do Programa de Pós-Graduação em Arqueologia da Universidade Federal do Vale do São Francisco (PPArque-Univasf) e Bolsista Capes. E-mail: drielly.fernandes96@hotmail.com

[2] Doutora em História (UFPE). Docente do Programa de Pós-Graduação em Arqueologia da Universidade Federal do Vale do São Francisco (PPArque-Univasf). E-mail: anastelanegreiros@hotmail.com

[3] Doutora em História (PUCRS). Docente do Programa de Pós-Graduação em Arqueologia e Colegiado de Arqueologia e Preservação Patrimonial da Universidade Federal do Vale do São Francisco (PPArque-Univasf). Coordenadora do Laboratório de Representação dos Espaços Arqueológicos (Labresparq). E-mail: nivia.assis@univasf.edu.br

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COMUNIDADES QUILOMBOLAS DO VALE DO SÃO FRANCISCO: ANÁLISE DE POLÍTICAS,

DIAGNÓSTICO TERRITORIAL E AGENDA DE AÇÃO


Pedro Paulo da Cunha

Paulo Roberto Ramos

Rodrigo Almeida Ferreira


RESUMO

A efetivação dos direitos territoriais quilombolas no Brasil, embora amparada por um arcabouço jurídico robusto, permanece marcada por lentidão, fragmentação institucional e assimetrias de poder, especialmente em regiões sob forte pressão agroindustrial, como o Vale do São Francisco. Este artigo, com base em uma abordagem qualitativa, bibliográfica e documental, analisa as políticas públicas direcionadas às comunidades quilombolas da região, com foco na regularização fundiária, educação escolar quilombola, saúde, inclusão produtiva e governança territorial. A partir da literatura especializada, de instrumentos legais e de documentos institucionais, desenvolve um diagnóstico sintético das principais barreiras à efetivação dos direitos, destacando a insegurança fundiária, a frágil coordenação intersetorial, a provisão insuficiente de serviços públicos diferenciados e os mecanismos participativos frágeis. Com base nesse diagnóstico, o artigo propõe um quadro de governança fundamentado na interdependência entre direitos territoriais, políticas setoriais e inclusão produtiva, no protagonismo quilombola e no papel da universidade — particularmente a UNIVASF — como polo regional de conhecimento e mediação. Esse quadro se desdobra em uma matriz de políticas, especificando objetivos, ações, atores e indicadores, e em um roteiro de implementação de curto, médio e longo prazo. O artigo conclui que alinhar os processos de titulação, os serviços públicos e as estratégias de desenvolvimento comunitário é condição necessária para construir uma agenda de desenvolvimento territorial justo no Vale do São Francisco, colocando as comunidades quilombolas no centro do planejamento regional.


Palavras-Chave: Vale do São Francisco; comunidades quilombolas;

políticas públicas quilombolas; regularização fundiária; educação escolar quilombola.


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MEMÓRIA, EXPERIÊNCIAS E PERSPECTIVAS DA COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA NO TERRITÓRIO SERTÃO SÃO FRANCISCO

Uilson Viana de Souza

RESUMO

A produção seguinte trata de um artigo que traz em sua abordagem três aspectos voltados para a comunicação alternativa na região de Juazeiro Bahia, atualmente constituída de Território Sertão do São Francisco. O primeiro aspecto busca resgatar um pouco da história e memória da comunicação popular, pautada na organização, tendo como mentor deste processo a Diocese de Juazeiro Bahia, por meio de sua linha libertadora. Outro aspecto é reconhecer de que maneira isto influenciou na militância de alguns comunicadores, levando estes a alçar novos vôos. Nesta mesma ênfase procuraremos visualizar algumas experiências de comunicação alternativa presentes no contexto atual deste território. Por fim entender o que tem buscado de propostas concretas as lideranças e instituições que defendem outro modelo de comunicação.


Palavras-Chave: Comunicação; Comunicação alternativa; Juazeiro


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DISSERTAÇÃO DE MESTRADO - RACISMO INSTITUCIONAL E ESCOLARIZAÇÃO: EFEITOS NA TRAJETÓRIA ESCOLAR DE ALUNOS QUILOMBOLAS DAS COMUNIDADES QUILOMBOLAS DE CRISTINA E OLHO D'ÁGUA DE CAETITÉ – BAHIA

Rosângela Alves de Aguiar


RESUMO

A presente pesquisa teve por objetivo analisar a trajetória escolar de 13 alunos, matriculados no 5º ano, na Escola Municipal Manoel Soares da Cruz, no ano de 2016, e que, a partir do 6º ano, passaram a estudar na Escola Municipal Deputado Luís Cabral, no ano de 2017, no distrito de Pajeú dos Ventos, município de Caetité – Bahia. A pesquisa analisou o papel da escola na formação e no fortalecimento da identidade afrodescendente e sua contribuição para a efetivação de um currículo que valorize a identidade negra. Para a discussão conceitual sobre o tema, recorremos a Munanga (1999), Cavalleiro (2000), Hall (2006), Ferreira (2000), Ribeiro (1991), entre outros autores. A pesquisa se colocou como qualitativa documental, pois analisou os documentos oficiais das escolas, como os Projetos Políticos Pedagógicos, calendários das escolas, atas finais, livros de matrículas, cadernetas e projetos das escolas. Os resultados mostraram uma extensa repetência escolar entre os alunos oriundos das comunidades quilombolas, revelando ainda que, com a reprovação, aumenta no estudante a descrença nos estudos e na sua capacidade de estudar, gerando abandono escolar e a busca por outras alternativas, como o trabalho, para suprir suas necessidades. Outra conclusão importante consistiu na necessidade de a escola contribuir nos cenários escolar e social, tornando crianças capazes de exercer seu direito de ser quem são, levando em consideração o reconhecimento e o respeito às diferenças, a fim de que os alunos tenham orgulho de sua identidade e sejam capazes de promoverem a autoafirmação, além de se reconhecerem negros, sem medo de reclusão ou preconceitos, mais ainda para a constituição de uma identidade positiva do aluno afrodescendente nesse espaço multirracial e diverso. 


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Ana Carla Nunes



PREFÁCIO

Márcia Guena 

Percorrer as margens do Rio São Francisco, na altura da cidade de Juazeiro, nos conduz a várias paisagens. O rio caudaloso, ilhas, mangueiras e juazeiros exuberantes, curimatãs, caris, tilápias. Canoas que passam levando a gente dali. A gente dali de herança negra – indígena que até bem pouco tempo acenava daquelas margens... Agora, terro à dentro, luta pra manter a terra molhada. Áreas invadidas, vendidas em troca de medicamentos, por salário mínimo nas empresas do agronegócio. Muitos são quilombolas, como passaram a ser chamados os descentes de africanos que resistiram à escravidão e, logo após a abolição, ao desprezo e crueldade do Estado e de suas leis excludentes. Quilombolas hoje com direitos que vão abrindo novos caminhos.

Ana Carla percorreu essas veredas e conta nesse livro uma parte da história de três comunidades quilombolas de Juazeiro: Barrinha da Conceição, Alagadiço e Quipá. Pediu licença, procurou os mais velhos e trouxe a memória em textos e imagens. Ana viu e ouviu o que seria perdida, ressignificando uma narrativa que não tinha nome. Povos tradicionais, comunidades quilombolas, nomenclaturas adotadas para falar do que foi conquistado pelos povos de origem negra – indígena da região e de todo país, que até hoje compõem os piores índices dos institutos de pesquisa.

Na fotoetnografia a autora encontrou uma forma de traçar perfis em imagens. Uma metodologia que aproxima, sensibiliza e traz a beleza que esses homens e mulheres guardam sem suas vidas e corações. Ana uniu os perfis jornalísticos a metodologias oriundas da antropologia visual, com um resultado que informa, comove e revela uma parte importante da história desses sertões. Vale a pensa prosseguir a leitura a encontrar Roberta, Vinõ e Tonico.



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Boletim Panorama Quilombola


O Boletim Panorama Quilombola tem por objetivo dar visibilidade à temática quilombola, abordando-a de forma qualificada, por meio de uma linguagem acessível, a partir do diálogo entre a militância e a academia. Nosso foco está no monitoramento da abordagem do tema na mídia, na produção de breves dossiês temáticos e de entrevistas com personagens quilombolas de destaque.
O BPQ | Entrevista apresenta trechos de entrevistas com personalidades importantes da história ou da articulação política, social ou cultural do movimento quilombola contemporâneo. As entrevistas, realizadas por meio de rodas de conversa com a equipe BPQ e pesquisadores e militantes convidados, fazem parte do projeto de História Oral do Movimento Quilombola. Neste bimestre (março - abril), o tema abordado é Educação Escolar Quilombola (EEQ) e o BPQ#2.
                 
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UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA - UNEB DO VALE DO SÃO FRANCISCO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECOLOGIA HUMANA E GESTÃO SOCIOAMBIENTAL- PPGEcoH

OS QUILOMBOS COMO NOVOS NOMOS DA TERRA

Autor: 
LUIS EDUARDO GOMES DO NASCIMENTO
Orientador: DR. LUCIANO SÉRGIO VENTIM BOMFIM 
Linha de Pesquisa:
ETNOECOLOGIA E POVOS TRADICIONAIS

Resumo:
O trabalho analisa as formações sociais da modernidade periférica, destrinchando o padrão de poder que as marcam e as caracterizam. Desenvolve-se a categoria de colonialidade de poder como substância, no sentido estrutural, cujos desdobramentos infletem sobre o plano econômico, o político e o ideológico. A colonialidade não se reduz a uma ideologia; perpassa a estrutura das instituições, constituindo um padrão de poder que funciona pela naturalização de hierarquias entre os humanos, engendra a ideia de raça superior e inferior, articulando isso para legitimar as formas de exploração, a extração de mais-trabalho. Por isso, a partir do método estrutural, colimou-se superar a linearidade que marca o marxismo vulgar, bem como demonstrar que, na modernidade periférica, a questão proletária e a questão racial se imbricam. Nesse contexto, as lutas emancipatórias dos escravos, expressas nas formações dos quilombos, tem a conotação de resistência ao capitalismo, apontando para criação de novos nomos, isto é, novos espaços autônomos de construção de cidadania plena. A resistência, antes colocada apenas como fuga, exsurge como produção de uma forma comunitária consistente na reunião de seres humanos livres.
Palavras chaves: Modernidade periférica. Colonialidade do poder. Forma valor. Nomos. Quilombo. Forma comunitária.

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UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA - UNEB DO VALE DO SÃO FRANCISCO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECOLOGIA HUMANA E GESTÃO SOCIOAMBIENTAL- PPGEcoH


Autor: 
ROBERTO DE OLIVEIRA
Orientador: 
DRA. TÂMARA ALMEIRA E SILVA 
DR. GERALDO JORGE BARBOSA DE MOURA
Linha de Pesquisa:
ETNOECOLOGIA E POVOS TRADICIONAIS

Resumo:
O estudo teve como objetivo analisar os problemas socioambientais da Comunidade Quilombola Barrinha da Conceição, Juazeiro/BA, relacionando-os com as questões de saúde dos habitantes da comunidade, assim como questões históricas, sociais e culturais. A perspectiva desta pesquisa pautou-se nas premissas epistemológicas da Ecologia Humana, por compreender que somente uma abordagem interdisciplinar permite uma melhor compreensão dos fenômenos envolvidos e do modo como ocorrem essas relações. Buscou-se compreender a relação que os Povos Tradicionais estabelecem com o Ambiente, com ênfase na sustentabilidade intrínseca das práticas socioambientais desses grupos, conexão fundamental para a intertextualização dos diversos segmentos teóricos e práticos que nortearam o estudo em tela. Dentre as comunidades tradicionais, destacou-se os Quilombolas, em especial a Comunidade Quilombola Barrinha da Conceição, Juazeiro/BA, que através de pesquisa de campo de coleta e análises bacteriológicas da água consumida pela comunidade, demostraram que em 100% das amostras foram positivas para E. coli e C. Totais, configurando a impotabilidade da água consumida pela comunidade, fator de grande risco a saúde dos habitantes de Barrinha da Conceição. Também foram analisadas questões relativas à identidade e territorialidade na comunidade estudada, com foco nos aspectos socioambientais, culturais e históricos. Os procedimentos metodológicos escolhidos foram a pesquisa bibliográfica e a pesquisa de campo, realizando entrevistas e aplicação de questionários estruturados e semiestruturados.
Palavras chaves: Ecologia Humana, Povos tradicionais, qualidade da água, territorialidades e Identidade.

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IDENTIDADE DE UMA COMUNIDADE QUILOMBOLA EM ASSOCIAÇÃO COM A PESCA ARTESANAL

Autor: 
ADRIELLE CRISTINA DE SOUZA COSTA
Orientador: 
DRª. ADRIANA MARIA CUNHA DA SILVA 

Resumo:
O cotidiano da pesca artesanal se apresenta por uma dinâmica diversa que dá características ao pescador, que reflete em suas experiências cotidianas pela sobrevivência, obtendo aí, uma identidade sociocultural. A pesca artesanal desenvolvida na comunidade remanescente quilombola Alagadiço constituiu-se como ponto de partida para a análise dos aspectos identitários da comunidade. A metodologia aplicada aconteceu a partir de entrevista semiestruturada, visitas in loco, com base em dados coletados no ano de 2017, tendo sido a mesma aprovada no Comitê de Ética de Pessoas (CEP). Como resultado da pesquisa, os dados coletados revelaram a vulnerabilidade social em que se encontra a comunidade, devido à ineficiência do aparato do estado em oferecer condições básicas para a manutenção e o desenvolvimento na localidade. Essa ineficiência acontece, às vezes, pela falta de capital social na comunidade. Nesse sentido, destacaram-se as más condições de acesso à água tratada, baixos níveis de escolaridade, processo de desterritorialização, além das ameaças ao exercício da atividade piscícola, tendo em vista o acentuado estágio de diminuição na abundância de espécies de peixes. Inclui-se que é apontado como causa deste processo o acentuado grau de degradação do Rio São Francisco.
Palavras-Chave: ECOLOGIA Humana. COMUNIDADE Tradicional. CULTURA do pescado.
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Autor: 
ANGELITA ROSA DE OLIVEIRA
Orientador: 
DR. FELICIANO JOSÉ BORRALHO DE MIRA
Linha de Pesquisa:
ETNOECOLOGIA, SAÚDE E POVOS TRADICIONAIS

Resumo:
Esta dissertação investiga o papel da educação na construção da identidade das crianças da Comunidade de Castanhão como remanescentes quilombolas. Com base no artigo 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT) da Constituição Cidadã de 1988, as comunidades quilombolas organizadas passaram a requerer o título de propriedade definitiva da terra. Pouco depois, a Lei nº 10.639/03 tornou obrigatório o ensino de História e Cultura Africana e Afro-Brasileira na matriz curricular da Unidade Escolar do Ensino Fundamental, visando à formação multiétnica do indivíduo. A partir dessa contextualização e da imersão da pesquisadora na Comunidade de Castanhão, remanescente quilombola na cidade de Ibitpitanga, Bahia. A identidade de crianças do Ensino Fundamental emerge da transmissão da cultura e dos valores de uma geração a outra, desde a fundação do povoado até a via da educação das crianças. O estudo se apoia nos escritos de Moura (1988, 1993) e Bandeira (1988), que discutem a identidade ética dos remanescentes de quilombos; Gusmão (1996), a experiência negra no meio rural; as transformações históricas no conceito de quilombo de Almeida (1999); a caracterização das comunidades de O’Dwyer (2002), entre outros autores, sobre as diferentes comunidades de quilombos no Brasil, fundamentais para ajudar a compreender aspectos variados do modo de vida quilombola e sua relação atávica com o território que habitam. A partir do trabalho de campo com a aplicação de questionários a professores e alunos da Escola Municipal Padre Aldo Coppola e da realização de entrevistas com representantes idosos da comunidade, levantam-se aspectos culturais e educacionais de transmissão de valores às novas gerações e se investiga a educação familiar e escolar como parte de um amplo processo social de formação da identidade. Por meio da análise de conteúdo proposta por Bardin (1979), apresentam-se resultados que indicam que a comunidade se qualifica como remanescente quilombola a fim de reivindicar a aplicação da ADCT. Embora a história e o legado cultural dos fundadores do povoado corram o risco de se desvanecer no tempo, Castanhão tem conseguido com ressalvas valorizar a importância dos herdeiros idosos e guardiões das tradições quilombolas no ensino das crianças, o que pode ser confirmado em parte no projeto político-pedagógico da Escola Padre Aldo Coppola. No entanto observa-se como principal entrave a essa conquista a falta de poder de mobilização da população local e da Associação de Moradores.
Palavras-chave: Comunidade de Castanhão. Remanescente quilombola. Lei nº 10.639/03. Identidade quilombola. Educação.
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UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA - UNEB DO VALE DO SÃO FRANCISCO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECOLOGIA HUMANA E GESTÃO SOCIOAMBIENTAL- PPGEcoH


Autor: 
MAGNO GOMES DOS SANTOS
Orientador: 
DR. JULIO CESAR DE SÁ DA ROCHA 
Linha de Pesquisa:
ETNOECOLOGIA, SAÚDE E POVOS TRADICIONAIS

Resumo:
O trabalho dissertativo foi realizado na Comunidade Fundo de Pasto, situado no povoado Salgado do Melão, no município de Macururé-BA. Diante da importância do homem na comunidade de Fundo de Pasto e sua identidade cultural na proteção do meio ambiente, preservando o bioma Caatinga através de seu conhecimento peculiar foi realizada uma pesquisa descritiva e de caráter exploratório nessa comunidade. Nessa pesquisa foram analisadas as práticas educativas de proteção ambiental e as condutas de regulação de proteção ambiental para preservação de seu bioma, a caatinga, no período de vários meses no ano de 2015, no Povoado Salgado do Melão. Então, este trabalho de pesquisa visa perceber a existência da educação ambiental e direito ambiental na vida comunitária desse povo tradicional fundo de pasto no povoado e onde será obtido também, por meio de diálogos e imagens, como esses fatores ocorrem e fazem parte de suas práticas vivenciais de conservação do ecossistema em que estão inseridos no Município de Macuré-Bahia. Embora não se tenha visto a educação comunitária no povoado Salgado do Melão no município de Macururé-Bahia ela é muito importante como uma das expressões da educação popular, com o objetivo de busca melhorar a qualidade de vida dos setores excluídos, por meio dos movimentos populares, que estão organizados em grupos de base, comunidades, municípios dentre outros. Através das observações e descrições foram constatados seus costumes através da relação do descarte dos resíduos sólidos, poluição ambiental e valorização de sua cultura como povo tradicional relacionando sempre essas ações com as ferramentas da Educação Ambiental e do Direito Ambiental, mesmo que de forma simples, para que fossem propostos, em trabalhos pós essa pesquisa, incentivos na conservação do seu bioma caatinga juntamente com valorização de sua cultura.
Palavras-chave: Educação Ambiental, Direito Ambiental, cultura e comunidade tradicional

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO VALE DO SÃO FRANCISCO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EXTENSÃO RURAL
Tipo de Trabalho de Conclusão:
PRODUÇÃO ARTÍSTICA
Linha de Pesquisa:
IDENTIDADE, CULTURA E PROCESSOS SOCIAIS
Orientador:
REGINALDO PEREIRA DOS SANTOS JUNIOR
Resumo:
O presente trabalho integra o mestrado profissional em Extensão Rural da Universidade Federal do Vale do São Francisco e consiste na documentação em vídeo da história social da comunidade quilombola Lage dos Negros, localizada no território rural de Campo Formoso – BA, para tal ação, utilizou-se de metodologias participativas próprias da área de Extensão Rural para reunir material informativo que compôs o vídeo, produto final da pesquisa. Adota-se como procedimento metodológico a compreensão dos participantes da pesquisa, moradores da comunidade, como protagonistas das ações, sendo a pesquisadora e idealizadora, uma mediadora entre os saberes populares e sua documentação em vídeo. Para esta ação, utiliza-se como aporte teórico, os conceitos da sociologia rural, educomunicação e história social. As informações coletadas na pesquisa, durante o trabalho de campo, tais como os registros das falas da comunidade, as imagens e áudios captados, além de fotografias, deram a estrutura são os materiais informativos do vídeo. Pretende-se assim, contribuir com reflexões sobre a ruptura paradigmática em Extensão Rural, problematizando a vida rural para além das atividades produtivas restritas à agricultura e à criação de animais, apresentando as múltiplas dimensões sociológicas, nas quais um grupo social se organiza, desenvolve seus saberes e influencia sua cultura, sua forma de viver e interpretar o mundo, sendo elas a demográfica, cultural, natural-ambiental, política e econômica, compondo sua sociologia rural.
Palavras-chave:
Metodologias Participativas;Comunidade Quilombola;Extensão Rural;Documentário Etnográfico;Sociologia Rural.

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO VALE DO SÃO FRANCISCO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EXTENSÃO RURAL



Autor:
DANILO MOREIRA DOS SANTOS
Tipo de Trabalho de Conclusão:
ESTUDO DE CASO
Orientador:
NILTON DE ALMEIDA ARAUJO

Este estudo objetiva analisar as Representações Sociais de quilombolas e extensionistas acerca da extensão rural e identidade étnica no contexto da Comunidade Remanescente de Quilombo Nova Jatobá, Curaçá-Bahia. A metodologia segue uma abordagem qualitativa, tendo como principais instrumentos de coleta de dados a entrevista semiestruturada com 13 participantes e a observação, por meio das quais se busca apreender atitudes representacionais de sujeitos relacionados como usuários, praticantes e espectadores em meio a um contexto de execução de ações de desenvolvimento rural através de entidade não governamental. Para tanto, toma como importantes referenciais a Teoria das Representações Sociais proposta por Serge Moscovici (2003) em alargamento à Teoria das Representações Coletivas de Émile Durkheim (1999; 2007), e a Teoria da Análise de Discurso de linha francesa, na perspectiva de Eni Orlandi (2005), com sua concepção de silêncio (ORLANDI, 2007). Pode-se verificar, em relação aos quilombolas, como a cultura e a identidade perfazem suas representações da realidade, fixando-se, por exemplo, sentidos de unidade no trabalho e de trabalho coletivo enquanto formas representativas da Extensão Rural e outros objetos, embora uma característica polissêmica amplifique os sentidos presentes no discurso, atravessando-o com outras representações inclusive às vezes convergentes com as dos extensionistas. Acerca destes, também se nota uma polissemia no discurso, sobressaindo, às vezes, a ancoragem de representações atravessadas pelo sentido tecnicista que explicita a Extensão Rural como fluxo de ações assistivas direcionadas a um público-alvo, distanciadas de princípios dialógicos. Não obstante, entre as representações compartilhadas em torno dos objetos discursivos, ambos os grupos buscam estabelecer primordialmente uma valoração positiva da identidade étnica na comunidade, da Extensão Rural e da atuação institucional e extensionista, porém fazendo entremear sentidos outros a partir do não dito que atravessa o dizível e mesmo do contraste presente no próprio discurso ou nos sentidos que o atravessam. Verifica-se que representações negativas também se relacionam ao jogo discursivo e de objetivação e ancoragem dos objetos da realidade, inclusive no âmbito de constituição da identidade quilombola, sobre a qual se explicita a influência de princípios contrários a uma ideia de “neutralidade racial” nos processos de interação, confrontantes com o próprio sentido de autoafirmação identitária.

Palavras-chave: Representações sociais, Extensão rural, Comunidade Remanescente de Quilombo, Identidade étnica.
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UNIVERSIDADE FEDERAL DO VALE DO SÃO FRANCISCO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EXTENSÃO RURAL


Autor:
ADEILTON GONÇALVES DA SILVA JÚNIOR
Orientador:
DR. JOÃO ALVES DO NASCIMENTO JÚNIOR

Resumo:
Com o objetivo de evidenciar, através de um vídeo documentário, as nuances da representação da comunidade quilombola de Alagadiço em Juazeiro – BA, primeira comunidade reconhecida neste município, esta dissertação pretende sistematizar o processo de construção do Doc “Alagadiço: Memórias e Identidades de uma Comunidade Quilombola”, bem como do Minidoc “Alagadiço: Um Quilombo no Sertão”. Este trabalho pretende ainda fazer um resgate sobre alguns fatos históricos da escravidão no Brasil, na Bahia e em Juazeiro afim de contextualizar a presença negra nesse município. 
Palavras-chave: Quilombo; Comunidade quilombola; Documentário; Comunidade Alagadiço.


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TERRITÓRIO E IDENTIDADE EMCOMUNIDADE QUILOMBOLA NO NORDESTE DO BRASIL


Autores:
ROBERTO OLIVEIRA (UNEB)
TÂMARA DE ALMEIDA E SILVA (UNEB)
GERALDO JORGE BARBOSA DE MOURA (UFRPE)
ERIKA MARIA ASEVEDO COSTA (UNICAP)

Localización: Territórios e FronteirasISSN-e 1984-9036, Vol. 8, Nº. 2, 2015 (Ejemplar dedicado a: Dossiê Temático: "População em áreas de fronteira"), págs. 310-327
  • Idioma: portugués

  • Resumo:
  • Este trabalho objetivou investigar a compreensão dos habitantes da comunidade Barrinha da Conceição-Juazeiro/BA sobre questões relativas à identidade e território, dentro da perspectiva da Ecologia Humana. Os dados foram coletados através de entrevistas e diálogos livres, além de revisão bibliográfica e documental. Embora não tenha sido constatado problema de ordem fundiária, Barrinha da Conceição, apresenta problemas estruturais e socioeconômicos comuns às comunidades negras no país.
  • Palavras-chave: Povos tradicionais; políticas públicas; territorialidades.

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PRODUÇÕES VISUAIS 

- Comunidade Quilombola do Rodeadouro (Link)




REPORTAGENS

Juazeiro: UPT/UNEB teve 32 estudantes quilombolas classificados nos vestibulares 2019 (link)

Exposição “Quilombos de Juazeiro” entra em cartaz na Reitoria da Univasf (link)

Comunidade quilombola Alagadiço é visitada pela titular da Sepromi (link)

- Estação Cidadania atende moradores do Quilombo Alagadiço (link

- Os quilombos sob a covid 19: subnotificação e necropolítica (link) 

- Quilombos: Memórias, configurações regionais e os desafios da desdemocratização brasileira (link)



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